Treino - Richard Sibley

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Treino - Richard Sibley

Mensagem por Faye Kauffman em Dom Mar 08, 2015 2:02 pm




treinamento


As regras são simples:
- Post com no mínimo vinte (20) linhas.
- Um post por vez apenas.
- Treinos Individuais são one-post, por isso necessitam de ser mais elaborados.

A sala era bem iluminada. Havia um tatame no centro do chão. Ao lado encontrava-se vários equipamentos para treino. Desde arco e flecha à kunais e katanas, porém todas sem machucar alguém. Não tinha qualquer pessoa no local, era um local reservado apenas para eles. Eles iriam usar tanto seus poderes quanto suas habilidades físicas.

Bom treino!





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Re: Treino - Richard Sibley

Mensagem por Richard Sibley em Dom Mar 08, 2015 6:32 pm



Kill is Wicked
But hunt is cruelty
Adentrei a sala de cheiro de rosas com passos calmos e lentos. Meus olhos procuravam se atentar à todos os detalhes, desde o cheiro de rosas do chão recém envernizado e escuro, às paredes grossas e resistentes e ao teto branco de concreto com três lâmpadas de cada lado. O tatame em sua destacada cor azul no centro da sala era um convite aos olhares de quem fosse treinar ali, e distribuídos em cestos recostados às paredes e em apetrechos de couro haviam espadas, katanas, arco e flecha e na parede à esquerda haviam três círculos pintados na parede, para se praticar o tiro ao alvo. Se eu queria sair bem sucedido na tarefa tortuosa de caçar meu sobrinho, deveria treinar, pois certamente estes anos todos comigo possuindo sua mãe em cativeiro e com seu pai morto, certamente meu querido sobrinho havia tido tempo suficiente de treinar seus poderes de Viajante, que aliás se sobressaíam aos meus simples poderes bruxos, numa luta certamente eu sairia perdendo, porém o que ele tinha em poder de Viajante, eu tinha em conhecimento bruxo, pois desde sempre quis ser melhor - e de fato fui, não é a toa que o matei - que meu irmão e meus pais, então sempre procurei a aprender tudo sobre mágica, feitiço, poções dentre outros artifícios especiais. Minha mão forte deslizou pelo cabo escuro da espada, puxando-a e retirando sua bainha de semelhante cor e expondo o brilho prateado da lâmina. Apreciei-a por alguns segundos, caminhando além do fofo tatame até a parede norte da sala, onde haviam dispostos três bonecos de madeira cobertos por um pano fofo e escuro, onde desferi golpes em específicos locais.

Repeti os golpes por alguns minutos até sentir as primeiras gotículas de suor surgirem em minha testa. Arfei, o peitoral imenso subiu e desceu sob a camisa branca de algodão, e pus a bainha na lâmina cuidadosamente, pondo-a onde encontrei, de forma cuidadosa, sempre analítico aos detalhes. Suspirei pegando a katana e fui até a frente de um dos bonecos, vendo-o como um perfeito inimigo. Meu pé direito firmou-se no tatame e senti meu corpo curvar, as pernas abrindo-se enquanto meu braço ia e fazia a lâmina cortar o ar e acertar o corpo do boneco, lançando um leve choque no braço direito pelo impacto no impulso e no acerto. Repeti o ataque algumas vezes até a superfície fofa do boneco rasgar-se quase que completamente, revelando a madeira dura e resistente. Estreitei as sobrancelhas, unindo-as e por fim segurando firmemente o cabo da katana, lancei-a atingindo o alvo, bastante próximo do círculo vermelho. Sorri levemente, valendo-me da telecinese para atirar uma segunda katana no segundo alvo, acertando-o no meio, corretamente. Ergui uma sobrancelha e sorri de canto de rosto, alongando as minhas mãos unidas pelos dedos e estufei o peitoral, sorrindo levemente. Parecia pelo menos um pouco desenferrujado de minhas aulas de apontaria com a utilização manual e da telecinese.

Peguei três adagas, segurando duas delas em minha mão direita, e com um olho fechado segurei a ponta da lâmina com cuidado para não me machucar, então lancei-a em direção ao alvo. A lâmina cortou o ar, a ponta do cabo topou contra o centro do alvo fazendo um som de algo duro contra algo fofo. Praguejei, ergui a palma e a adaga levitou até minha mão em impressionante velocidade. Lancei-a uma segunda vez, atingindo no espaço branco delimitado próximo da borda do alvo, o segundo pus a lâmina firmemente em minha palma direita, sentindo sua frieza, então ergui o punho fechado e soltei-o lançando a adaga que atingira bastante próximo do centro vermelho do alvo, aproximadamente à três metros de mim. Ergui uma sobrancelha, não impressionado, logo pegando a terceira adaga. Geralmente na terceira tentativa dá sorte, pensei, assim lancei a adaga, a lâmina acertou com força o centro do alvo, logicamente pude usar a telecinese para alterar seu curso. Suspirei pendendo a cabeça para a direita, observando as adagas, dando de ombro por fim, puxando as adagas e jogando-as dentro da cesta de madeira próxima do alvo, batendo as mãos e caminhando até o centro do tatame. Não sabia muito bem o que iria fazer a seguir, e digo isto por ser uma tentativa totalmente absurda de tentar testar meus limites, e geralmente eu não faria isto se não estivesse tão desesperado para conseguir estar ao menos minimamente preparado para poder enfrentar o Viajante poderoso que era meu sobrinho. Não queria matá-lo, afinal ele era muito parecido com aquela que sempre foi a luz na escuridão de minha vida, eu iria querer ele por perto sempre, e quando digo me refiro à feitiços específicos para prendê-lo à mim e aonde fôssemos morar.

Desanuviando de meu foco, voltei às adagas. Retirei uma bandana que eu tinha, de cor vermelha, e então a pus em meus olhos após pôr sob o tatame seis facas. Respirei profundamente amarrando a bandana em meus olhos para privar-me da visão. Segurei três facas na mão esquerda, valendo-me do dom da telecinese para levitá-las, fazendo o mesmo com as três facas restantes. Não podia vê-las, mas podia senti-las, mas ainda sim não saberia de onde elas viriam caso me atacassem, até mesmo por mim mesmo. Deste modo, fiz a primeira vir em minha direção, apenas lançando-a num impulso rápido e forte, podendo senti-la e até mesmo sentir o vento bater o meu rosto quando dei um passo para trás e ela passou direto, o som dela perfurando o chão de madeira ecoou em meus ouvidos com júbilo por não ter me acertado. Para me testar, lancei outra antes mesmo de me preparar mentalmente para me defender, e dois passos para a frente foram dados, conseguindo eu erguer o palmo a poucos centímetros da faca realmente me cortar. Foi um passo mal-dado, certamente, eu poderia ter me ferido feio. Repeti novamente com a última faca à minha esquerda, não ver nada fazia com que eu me sentisse totalmente vulnerável, mas sentia minha magia me alertar, como um instinto primordial; o da sobrevivência, falando mais alto. Movi meu corpo em um giro para a minha esquerda, ficando de frente para a faca e segurando-a sentindo a ponta da adaga quase cortar a palma de minha mão direita. Virei as costas para a adaga que caíra conseguindo parar uma outra que mandei como sempre antes de estar pronto, gemendo alto sentindo o choque dela raspar levemente meu ombro esquerdo, sentia algo quente no ombro e sabia que provavelmente seria sangue, mas ignorei e repeti o processo de lançar sem mira e senti-la em seu percurso e então pará-la. Assim consegui parar as duas últimas adagas a uma distância que, ao senti-las, sabia ser uma distância segura, diferente das primeiras paradas a centímetros - e milímetros - perto de mim.

Sentia-me exausto, provavelmente poderia vir a infeccionar posteriormente o corte, então ignorando as facas espalhadas pelo chão me movi até a porta do local, olhando para trás e pondo as adagas em seus devidos locais utilizando a telecinese, então abri a porta e fui embora, com passos leves. Podia sentir um leve preparo já feito, porém precisaria de muito mais se quisesse confrontar um poderoso bruxo.
There'll be no rest for the wicked, There's no song for the choir, There's no hope for the weary, You let them win without a fight


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