Treino - Nathan White Sibley

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Treino - Nathan White Sibley

Mensagem por Narrador em Qui Fev 12, 2015 11:56 pm




treinamento


As regras são simples:
- Post com no mínimo vinte (20) linhas.
- Um post por vez apenas.
- Treinos Individuais são one-post, por isso necessitam de ser mais elaborados.

A sala era bem iluminada. Havia um tatame no centro do chão. Ao lado encontrava-se vários equipamentos para treino. Desde arco e flecha à kunais e katanas, porém todas sem machucar alguém. Não tinha qualquer pessoa no local, era um local reservado apenas para eles. Eles iriam usar tanto seus poderes quanto suas habilidades físicas.

Bom treino!





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Re: Treino - Nathan White Sibley

Mensagem por Nathan White Sibley em Sex Fev 13, 2015 7:16 am

Treino
Apertando a maçaneta pesada de aço da porta, girei-a e logo dei-me com a bem-iluminada e bela sala na qual eu iria treinar. Treinar seus dons era uma ótima atividade para espairecer, esquecer um pouco seus problemas e se focar em seus poderes e, algumas poucas vezes em meu caso, poder fazer algum tipo de atividade física - eu me confiava bastante em minha magia e meus poderes, então se algum dia eu ficasse impossibilitado de utilizar meus dons, certamente eu morreria numa briga de corpo a corpo. Adentrei à sala, suspirando e observando pendurado nas paredes de madeira algumas armas como espadas, arcos e na extremidade à minha esquerda da sala, havia algumas aljavas negras de couro, com diversas flechas cuidadosamente postas e arrumadas, todas as aljavas num cesto grande de linho. À minha direita haviam algumas espadas, dois bastões grandes de aproximadamente um metro, todos postos dentro de uma cesta. O piso era de madeira, cheirava levemente a menta e o centro da sala estava forrado com um tatame. Ergui uma sobrancelha, meus lábios fazendo uma leve careta de aprovação quanto a organização do local. Suspirei profundamente, minha mão direita em palma aberta estendeu-se em direção aos bastões, e um deles saiu de seu encosto à parede e aproximou-se obedientemente, pousando em minha mão estendida, que o apertou sentindo sua superfície dura e lisa. O pus em minhas duas mãos, fechando os olhos e concentrando-me no meu dom telecinético para me valer do mesmo, visto que eu não era de se usar muito o dom. Obedientemente mais uma vez o bastão correspondeu minhas expectativas, e em minha mente podia sentir com invisíveis mãos a espessura do bastão, e estreitando os olhos observei o bastão que estava rigidamente quieto à altura de minha cabeça, e então comprimindo os lábios concentrei-me na tentativa de estraçalhar o bastão. Minha mão esquerda estava com a palma para cima, e sem que eu viesse a notar fechou-se rigidamente com tamanha força que pude ver veias destacadas em meus braços, meu punho direito fechando-se da mesma ereta forma. Uma pequena ruga de expressão pelo esforço de rachar o bastão surgira em minha testa, concentrando-me ao máximo. As mãos invisíveis pareciam bastante preocupadas em apenas levitar o objeto, e minha mente parecia se cansar automaticamente, recuando na sua capacidade, apenas deixando o objeto levitar. Não, irei fazer o que eu quero e o farei agora, falei para mim mesmo, sentindo minhas mãos suarem e meus pelos da nuca arrepiarem-se devido ao tremendo esforço.

Crack! O som soou vitorioso e esperançoso aos meus ouvidos. Pude perceber uma fina rachadura na superfície de madeira. Abri um leve sorriso, minha mão direita tremeu devido ao esforço mental que, por mais estranho que soasse, parecia afetar meu corpo também. Empenhei mais força à atividade, e com um som alto o bastão partiu-se ao meio, caindo ao chão. Farelos da madeira ainda dançavam no ar até finalmente caírem ao chão amadeirado, sujando-o. Meus olhos estreitaram-se em preocupação e minha mão esquerda voou automaticamente ao meu peito, onde meu coração batia de uma forma acelerada devido ao esforço mental. Não era apenas levitar um objeto pela simples vontade, também requeria esforços físicos, muitos destes fortes, afinal eu havia quebrado um resistente bastão de madeira. Fechei os olhos para tentar esquecer das preocupações, e esperei o cansaço sumir de minha mente conturbada no momento, e quando passou e as batidas cardíacas voltaram ao normal, abri os olhos, aturdido ainda um pouco. Ergui uma espada pela telecinética e então segurei-a sentindo seu leve peso e observando seu cabo avermelhado e duro com desenhos orientais incrustados no mesmo. Seria interessante se eu tentasse utilizar dos dons telecinéticos mais uma vez para tentar destruir a espada, mas achei-a tão linda que simplesmente ergui-a e fitei um redondo círculo que provavelmente outras pessoas usavam-no como o alvo no arco e flecha. Meus olhos estreitaram-se, e erguendo com a telecinética a espada, fitei a bola vermelha no centro do alvo, a espada levitava à minha direita, lancei-a piscando os olhos como se fosse uma ativação para o "empurrão" telecinético do objeto, que foi numa linha uniforme ao seu destino, acertando a parede de madeira e nem sequer entrando no círculo-alvo. Praguejei, uma espada de cabo longo, fino e de cabo branco e liso veio levitando. Peguei uma outra similar espada e deixei ambas na altura de minha cabeça, observando o alvo, e trajando um possível percurso para as duas espadas. Ao arremessá-las, a espada esquerda acertou a borda do alvo enquanto a direita acertou bastante próxima da bola vermelha no centro do mesmo. Suspirei, erguendo a mão esquerda e imaginando uma espessa névoa vermelha encobrir as espadas e o alvo, e então as chamas surgiram, exatamente nos mesmos locais nos quais eu havia imaginado a vermelha fumaça encobrir e estar. Suspirei, pelo menos eu havia tido um ótimo treino, havia conseguido desafiar a mim mesmo e utilizar do meu dom telecinético para quebrar um resistente bastão de madeira. Fitando as chamas que devoravam famintas o papel do alvo utilizado por outrem, eu apenas dei de ombros e saí do local, apenas olhando para trás e estreitando os olhos e, numa rápida ordem, as chamas diminuíram.


#1




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Re: Treino - Nathan White Sibley

Mensagem por Faye Kauffman em Seg Fev 16, 2015 5:12 am




avaliação


Gostei da forma como misturou o treino corporal com os poderes, porém da próxima tente pronunciar os feitiços, não que não seja necessário. Gostei muito. Ótima escrita, fácil entendimento. Perfeito!

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- 25 XP





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Re: Treino - Nathan White Sibley

Mensagem por Narrador em Qui Mar 05, 2015 7:48 pm




treinamento


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- Um post por vez apenas.
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A sala era bem iluminada. Havia um tatame no centro do chão. Ao lado encontrava-se vários equipamentos para treino. Desde arco e flecha à kunais e katanas, porém todas sem machucar alguém. Não tinha qualquer pessoa no local, era um local reservado apenas para eles. Eles iriam usar tanto seus poderes quanto suas habilidades físicas.

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Re: Treino - Nathan White Sibley

Mensagem por Nathan White Sibley em Seg Mar 09, 2015 1:12 pm

Treino
Conseguia sentir uma fina névoa cercar-me ao longo dos dias que se passavam; era como uma crescente onda de pânico que geravam ondas telecinéticas destruidoras de objetos em casa e em pesadelos terríveis com o dia da morte de meu pai e o sequestro de minha mãe. O auxílio e conselhos de minha ancestral imortal me eram úteis, ela como ninguém acalentava a dor em meu coração e conseguia me acalmar de tal forma que eu não conseguia nem ao menos pensar em problemas ou indecisões próximo dela. Havia tomado a decisão de treinar principalmente pelo perigo que meu tio representava, e o pior era eu não saber como ele era, aquela noite foi tão intensa; os momentos eram rápidos, em um eu estava bem, no outro sangue espirrava em minha face, o rubro sujando minha roupa e meu pai caindo morto, e do nada uma forte dor acertava minha cabeça e logo eu caía ao chão junto dele, ouvia os gritos de minha mãe ao fundo, mas não conseguia focar a visão, não conseguia vê-la, a luz bruxuleante da fogueira aos poucos desaparecia. Desanuviando desses pensamentos me foquei em meu treino, abrindo a porta e fechando-a atrás de mim com um pequeno sorriso incentivador, provavelmente saiu desconcertante. Caminhei até o conhecido tatame de forro vermelho no centro da sala, à esquerda dispostos numa mesa de mogno as diferentes espadas de um lado e as katanas do outro, haviam em baixo algumas adagas e do lado direito da sala haviam as flechas e os arcos, junto de seus alvos numa cesta prontos para serem postos em algum lugar para se praticar arco e flecha. Suspirei profundamente caminhando até o centro do tatame, eu usava uma calça jeans azul bastante confortável e uma camisa azul de algodão bastante quente para o frio daquele dia de nuvens cinzas e fechadas, estava descalço; eu tinha essa mania.

Peguei uma das espadas retirando sua bainha e me sentei no tatame, cruzando as pernas numa posição de lótus e pus a espada em minhas mãos com suas palmas abertas, a espada perfeitamente equilibrada nelas. Fechei os olhos, controlando o ritmo de minha respiração para poder me concentrar melhor, e logo o meu dom da telecinese entrava em ação, movendo a espada para cima, logo minhas mãos tornavam-se suaves pela falta do peso leve da espada, levitando. Eram como mãos invisíveis a segurarem firmemente a espada, podia senti-la perfeitamente, cada pequena molécula dela e cada centímetro, podendo assim calcular onde ela estava, mais ou menos. Concentrei-me no calor, em todo o vento ao meu redor e no calor que havia nele, apesar da brisa fresca. Imaginei milhões de pequenas moléculas a agitarem-se ao redor da lâmina da espada flutuante, como milhões de pequenos gases ao redor da espada, contornando-a e cercando-a. Aos poucos, fui aumentando o calor existente ao redor da espada, imaginando-o como uma fina camada de gás cinzento e quase transparente, começando a vibrar velozmente enquanto o fogo era alimentado por isto e surgia. O cheiro de queimado invadiu minhas narinas e evitei sorrir triunfante por este feito, concentrando-me agora em derreter a lâmina resistente. Quase como me contrariando, as chamas pareciam diminuir, então me concentrei no fogo derretendo a lâmina, era quase como se estivesse pegando algo grudento como chiclete e pondo-o onde eu queria; era difícil. Aos poucos, sentia a resistência da lâmina ceder. Decidi mover lentamente meus lábios e proferir "Tân" e "Gwres, que significa "fogo" e "calor", respectivamente, em galês, uma língua bastante usada por nossa família russa, e isso me ajudou a manter o foco e o poder das palavras fez o calor redobrar. Podia sentir gotículas de suor descer por minha testa e então senti uma ruga se formar em minha testa, enquanto eu testava mais meu dom tentando forçá-lo a esquentar mais a lâmina. A espada levitou para um pouco mais longe de mim antes do primeiro pedaço da lâmina cair derretido, e com o dom da clarividência sem nem abrir os olhos podia ver a massa negra e muscosa cair soltando finas fumacinhas dela, e o som da massa negra muscosa contra o assoalho fez constatar o que eu havia conseguido fazer. Sorri levemente, permitindo-me abrir os olhos e ver a ponta da espada ao chão, uma linha amarelada e quente derretia lentamente a espada, ao passo que crescia a quentura do calor produzido, a fina marca do fogo amarelada tornava-se alaranjada, passando para o vermelho, constatando todo o calor depositado ali. Por onde passava pela longa lâmina, o líquido negro do metal caía, numa pastosidade similar a de um líquido normal.

O cabo por fim caiu, o som oco do objeto duro contra o assoalho ressoou. Me pus de pé rapidamente e comecei a proferir num tom de voz baixo e firme as palavras "net", que significava líquido, "dŵr" que significava água e por fim "dan fy rheolaeth", que aplicava controle sobre o líquido. O líquido seguia o meu olhar, apontei minha mão para o mesmo, que aos poucos levitava alterando sua forma a todo o momento, nunca pensei que viria a controlar metal líquido, basicamente. Respirei profundamente, minha mão apontava diretamente para o mesmo, era como fios invisíveis a dominá-la, e por ser justamente metade água ali, tornava tudo muito mais difícil de se ter controle. Aos poucos, quando garanti para mim mesmo que conseguiria, minha palma moveu-se para a esquerda e para a direita, o líquido seguia-me obedientemente, e abri um leve sorriso para mim mesmo, baixando a cabeça e buscando a confiança necessária, movi-a para diversas direções, rapidamente, assim continuei a movê-la por diversos minutos, até que por fim o líquido de cor petróleo caiu ao chão, parecendo que um monstro negro havia morrido ali. Fiz uma leve cara de nojo, principalmente pelo cheiro de queimado, mas no fundo sorria pelo o que havia conseguido. Abri os braços, como se esperasse pelo abraço reconfortante de alguém, fechando os olhos e buscando pelas palavras em galês para realizar um pequeno feitiço para auxiliar nos poderes. "Rheoli", "Gwynt" e "Diogelwch" fora proferidas contínuas vezes até que meus cabelos esvoaçaram e a janela à frente abriu-se violentamente, o vento fortíssimo quase rasgava minhas roupas que açoitavam minha pele, arco e flechas caíram ao chão sendo levadas com tanta violência pelo vento que arrastaram o tatame aos poucos até o mesmo ir em direção à porta de entrada para a sala de treinamento. Algumas flechas acertaram o tatame, algumas outras acertaram com força a parede. A mesa dispondo de espadas e katanas à minha esquerda, perigosamente perto de mim, foram com violência contra o chão, e a mesa revirou, sendo arrastada até bater contra a parede à minha direita, próximo da porta. O feitiço não só invocava o poder dos ventos como era um feitiço de segurança; afinal com as ventanias eu também poderia ser arrastado, mas o feitiço prevenia isto, todavia.

Senti-me levemente tonto, mas a força da ventania para representar toda a minha fúria, e alimentada pelo sentimento de fúria e impotência contra todos os acontecimentos, meus próprios poderes pareciam ter vida própria. Me preocupei ao ver um rachão na madeira da parede à frente de mim, algumas ripas saíram para fora da parede expostas parecendo tripas. Estreitei os olhos, minha mão direita com a palma para baixo fora estendida, enquanto eu passei a pedir o controle de volta, criando um feitiço que cessasse aquilo o mais rápido possível.

- Rheoli, Byddwch yn Mine! Hud yw pob pwll! - Gritei com todo o ar que tinha em meus pulmões, sentindo uma alfinetada na cabeça, e assim cessou os ventos, abruptamente. Algumas poucas ripas caíram, e a mesa e o tatame contra a parede pelo vento caíram ao chão. Respirei profundamente, andando e evitando as espadas jogadas ao chão pela ventania e fui até a porta, primeiramente puxando o tatame com telecinese para só então abrir a porta e ir para casa.

#2

 
 
 
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Re: Treino - Nathan White Sibley

Mensagem por Faye Kauffman em Qua Mar 11, 2015 7:45 am




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Ótimo treinamento. Conseguiu equilibrar tudo de uma forma clara. Não foi um treino cansativo de se ler, parabéns.

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Re: Treino - Nathan White Sibley

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