Cozinha da Casa

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Cozinha da Casa

Mensagem por Convidado em Qui Jun 13, 2013 12:52 am


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Re: Cozinha da Casa

Mensagem por Convidado em Qui Jun 13, 2013 1:32 am


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Tagged: Faye – Home– 012 – Vestindo

A caminhada não foi curta, John optou por seguir o caminho mais afastado da cidade, afinal estar completamente sujo e com um saiote não era algo que iria minimizar atenções, provavelmente alguém ligaria para a polícia e ele seria levado em cárcere por atentado ao pudor e essas coisas. Ter que aguentar as piadinhas da bruxa é o de menos, mesmo que as histórias que ouvira dizia para não confiar em ninguém que não dividisse o mesmo sangue e crenças que ele sentia algum pingo de simpatia pela bruxa, ou no mínimo, 'ia com a cara dela'.

Cruzando alguns becos e vielas após saírem do território selvagem foi fácil encontrar a casa, bastou pular um muro de tijolos com meros dois metros e mesmo, praticamente, servindo de tapete para ela sentiu uma sensação que não sentia à muito tempo, liberdade. John vivia num universo no mínimo caótico e mesmo que tivesse plena convicção em tudo em torno de sua raça, religiosidade e outros aspectos culturais, sentia falta de quando era apenas um Caern, parcialmente alheio à sua missão e responsabilidade dentro de seu meio cultural.

A casa foi encontrada, e não revelava-se nada que os modernistas amariam, era humilde, mas aconchegante, feita à base de pedra, cimento e tijolos de barro, passou por inúmeras reformas sem perder seu ar rústico, os móveis eram quase todos de madeira, era como se parte da casa tivesse parado no tempo e a outro tivesse se modernizado. - Sinta-se em casa, só não ponha fogo em nada, essa casa não é aprova de magia, sabe... - dizia sumindo num dos corredores com um sorriso de canto no rosto, parecia recuperar o bom o humor.

Dez minutos foram o suficiente para ele surgir devidamente limpo e perfumado, e até isso parecia ser fruto de artesanato, era como se ele soubesse como viver da terra, mas não fosse ignorante o suficiente para não 'globalizar-se'. Encarou Faye enquanto dava um nó no cadarço da calça e ajeitava a toalha em volta do pescoço. O cabelo estava bem bagunçado, parecia ter tomado vida própria, alguns fios loiros desafiando a gravidade com curvas dignas de um autódromo, em geral estavam presos atrás das orelhas. John estava à vontade, camiseta regata, calça larga, pés descalços, surgiu convidando-a para ir até a cozinha com um gesto do olhar. - Hoje você vai provar da melhor comida que irá comer em toda a sua vida! - falou enquanto os pés rumavam a cozinha que dividia o mesmo ar rústico de toda a casa.

- Mas me diz uma coisa Faye, você ficou meio pensativa quando falei sobre a garota e a vampira, por causa do Dopple alguma coisa lá... - comentava enquanto retirava alguns ingredientes da geladeira e o armário da cozinha, no geral temperos naturais e um pedaço grande de porco. - O que tem demais com eles? Digo não só pelo acaso de ambos seres exatamente iguais, mas sei lá, porque isso te preocupa? - cortou o tronco do porco, retirou as vísceras, limpou fatiou, acendeu o fogão à lenha, cozinho o animal entre outras coisas, no geral umas 5 panelas, enquanto prestava atenção nas palavras dela, simplesmente não passava pela cabeça do loiro existirem duas pessoas exatamente iguais sem relação alguma, relação esta sanguínea ou até mística, talvez fosse muita coisa para ele, talvez não.

Colocou sobre a mesa o famoso rugbrød (pão de centeio dinamarquês), Frikadeller (almôndegas de carne de porco com cebola, ovo, sal e pimenta preta) com batatas cozidas e brun sovs (molho dinamarquês), Flæskesteg (carne de porco assada com toucinho e pele temperada com sal, louro, farinha e pimenta) acompanhado de couve roxa, Svinekød med æbler (tiras de toucinho de porco com maçãs vermelhas fritas, tudo acompanhado por frutas secas e uma garrafa de cerveja dinamarquesa. Encheu dois copos de cerveja enquanto entregava um prato limpo e vazio e gesticulava para que ela se servisse. - A garota corre perigo? - falou enquanto numa garfada só levava pedaço do porco e uma batata. .
Thanks Sophie.

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Re: Cozinha da Casa

Mensagem por Faye Kauffman em Qui Jun 13, 2013 4:45 am

Faye Chamberlain
Tagged: John Terry Wearing: THIS Soundtrack: Armchair Cynics - Bang Credits Lari @ CG


Sem dúvidas a casa do lobisomem era no fim do mundo, porque andamos por algum caminho que nem sabia que Mystic Falls tinha. Paramos diante da casa e o encarei, mas não disse nada, apenas adentrei. Tudo era tão... Simpático e Antigo, nada parecido com a mansão de Allegra. Sorri de canto e olhava para cada detalhe, foi então que ele me alertou para não deixar pegar fogo, ri com as palavras, como ele sabia que era meu poder?
- Pode deixar, o fogo acontecerá mais tarde. - Lancei uma piscadela e sorri maliciosamente. Eu não faria nada com a casa, até que era confortável. Enquanto o jovem banhava-se, eu caminhava pelo local, observando cada detalhe. Não sabia o que fazer, puxei o cordão do meu colar e observei o vidrinho de sangue, me perguntei o que tinha de tão especial, sabia que o compartimento havia um feitiço que fazia o sangue ficar refrigerado. Ouvi seus passos e guardei o vidro, encarando o rapaz diante de mim, mordi o lábio. Nada mal, ele era muito bonito. Sorri maliciosamente e analisei seu corpo por inteiro, só então percebi que ele me chamara pra cozinha, eu o segui e ele falou algo sobre comida, estava com fome, mas uma fome por ele.
- Se for a comida que estou pensando pode ter toda a certeza. - Ele parecia não se importar e sorri de canto. Até que o lobo não era tão chato, já conhecera piores. Me sentei na cadeira enquanto o via cozinha. Um homem que cozinhava, peça rara hoje em dia.
- Hein? - Estava observando sua bunda, mas me foquei no assunto de repente. - Ah sim... Doppelgänger, ou melhor dizendo, duplicatas. São seres místicos e raros. Uma chance em bilhões de anos.
É, eu me perguntava a mesma coisa. Por que isso me preocupa? Sei lá, talvez eu sentisse que isso não era coisa boa ou que isso poderia mudar o meu mundo. Significava caos, caos dos grandes. Dei de ombros e me levantei, ficando ao seu lado.
- Sinceramente... Eu não sei. Apenas que o sangue de doppelgänger é raro e ótimo para feitiços, mas sei lá... Dizem que há um sangue raro de uma doppelgänger rara que dá para criar híbridos. - Olhei para Terry seriamente, eu não estava brincando. - E essa doppelgänger é Elena Gilbert, porém ela agora é uma vampira e seu sangue se fora para sempre.
Olhei pela janela, dava para ver o lado de fora. Era um lugar calmo e tranquilo, amigável até. Voltei o meu olhar para Terry e arqueei o cenho, tirei a toalha de seu pescoço e abri a janela, deixando a toalha estendida ali mesmo. Apenas ajudando-o, retribuindo o favor. Terry concentrava na janta, porém não saí de perto da Pia, encostando-me nela.
- Sinto que há mais doppelgägers por aí do que imaginamos. - Falei enquanto o via arrumar a mesa e me chamar para servir, mas estava tão distraída em meus pensamentos que apenas me sentei diante do rapaz. - Sei que é besteira, mas... Há uma lenda antiga que diz que há uma duplicata em especial. Seu sangue pode não somente ser útil em magias como pode trazer qualquer ser do outro mundo e também... Pode tirar a imortalidade.
A última parte falei mais para mim do que ao rapaz, balancei a cabeça negativa e me servi com a cerveja. Sinceramente não gostava desse gosto, preferiria Whisky puro, mas eu precisava de álcool em meu sistema. Enchi meu prato, um pouco de cada coisa, foi quando parei e o encarei, soltei uma leve risada.
- Ela? Em perigo? - Enchi meu garfo e suspirei, o cheiro inalava minhas narinas, era um aroma delicioso. - Creio que não. Só se ela for uma doppelgänger, sabe como as originais ficam no pé das duplicatas, fazem um inferno a vida da pessoa. Normalmente se passam pela própria duplicata infernizando a sua vida.
Engoli alguns pedaços da minha comida, sentindo o gosto delicioso. Sem dúvida esse homem estava pronto para casar. Se ao menos ele fosse bruxo. Dei um gole na bebida e olhei para Terry, ele parecia estranho.
- Algum problema? - Enchi meu garfo novamente e levei até a boca, mastigando lentamente.

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Re: Cozinha da Casa

Mensagem por Convidado em Qui Jun 13, 2013 3:28 pm


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Tagged Faye – Home – 013 – Vestindo

A explicação de Faye era simples, talvez a bruxa escolhesse palavras que ele pudesse entender ou simplesmente falava do modo mais sincero possível. Doppelgänger, raros e valiosos, se dizem que seu sangue é um potencializador mágico, então não seria estranho que fossem procurados para servirem de ingredientes nas mais variadas magias, poções e rituais. Havia, de fato então, a possibilidade de Mia Rinaldi ser uma das cópias e a tal vampira Izabella a outra, sem sombra de dúvida seres antagonistas, partes extremamente opostas e ao ver de John, a humana estaria em problemas.

- Imortalidade, é algo que pesa, não sei como ainda conseguem correr atrás disso. - levava o copo à boca e dava goladas longas deixando a cerveja escorrer por sua garganta trazendo certo alívio junto da refrescância. Pousou o copo sob a mesa enquanto via seu comentário esvair-se e Faye dizer suas suposições. Cortou uma fatia do rugbrød e levou-a diretamente à boca, mordendo um grande pedaço enquanto permanecia segurando o que sobrara com a mão.

- Sabe, eu venho de um lugar bem complexo quanto à leis e essas coisas, me mandaram para Mystic Falls dizendo que seria melhor e que eu era uma ameaça à manutenção das tradições, eu era um pouco irritando antes. - antes bem recente por sinal, a calmaria espiritual e mental só veio depois que o o pseudo sentimento de culpa inflou dentro dele depois de ter perdido o controle no baile. Terry sempre fora muito confiante em si e convicto de que suas escolhas sempre eram as melhores, dada a situação, mas de alguma forma ele sentiu-se uma marionete, um boneco sendo controlado por alguém capaz de controlar seres sobrenatuais. Faye parecia particularmente poderosa enquanto a isso, ele já tinha certeza que ela era uma bruxa, não só pelo encontro na floresta quando a humana estava com os dois vampiros, mas também pelo o que viu, ou acha que viu, no baile.

- Talvez isso fosse para ser uma espécie de exílio, mas as coisas mudaram, eu acabei mudando e acho que posso fazer a diferença para impedir que mais inocentes sejam envolvidos nessa sujeira monstruosa que lida tanto comigo, quanto contigo e outros vampiros. - usou a si mesmo e a ela como exemplos para seus biotipos. Deu uma garfada numa tira de toucinho juntando algumas rodelas de cebola roxa sobre o garfo, colocou na boca e logo tentou pôr os pensamentos em ordem. - Por exemplo, até aquele dia eu pensava que você era só uma bruxa de nariz empinado que curtia matar uns lobisomens e vampiros e fazer sexo com outros bruxos, mas... - pausa para mais um gole na cerveja e um sorriso descontraído apesar de tímido, ele se sentiu àvontade para fazer aquela brincadeira. - ...agora vejo que deve ser uma bruxa extremamente poderosa e com coragem o suficiente para tomar suas próprias decisões e não ter medo das consequências, além de que é muito bonita até e se não fosse pelo jeito que me olha parecendo que quer me devorar eu diria que você não tem tantos problemas com lobisomens assim. - o sorriso tornou-se mais nítido enquanto ele debruchava-se sobre a mesa apoiando os cotovelos sobre e madeira e o queixo sobre a mão com os dedos entrelaçados, encarava ela sem nenhum problema.

- Mas se você estiver certa, e essas duas forem cópias, a garota humana vai estar em sério perigo, fora que essa cidade parece sofrer um surto de vampiros que a cada dia só trazem mais desgraça para cá. Você nunca pensou que poderia mudar o rumo da história, fazer a diferença? - as palavras eram apoiadas sobre a educação que ele teve, ele e os demais como ele viam o mundo de uma perspectiva diferente, não só pela sua regiolisidade, mas também pela sua cultura acreditavam que os mais capacidados deveriam zelar pelo bem-estar dos outros, não era ser como um policial, mas impedir que desastres sobrenaturais e essas coisas tomassem o palco principal. Colocou o garfo entre os dentes com mais uma tira de toucinho e ficou aguardando os possíveis comentários dela.
Thanks Sophie.

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Re: Cozinha da Casa

Mensagem por Faye Kauffman em Qui Jun 27, 2013 2:08 am

Faye Chamberlain
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Olhei para ele com um leve sorriso nos lábios. Sabia que a cura estaria com alguém dos moradores, talvez até estivesse com John Terry, levei o garfo até a minha boca e mastiguei lentamente, sentindo o sabor da comida. Allegra era uma excelente cozinheira, mas Terry era superior. Levei o copo com a bebida até a boca e tomei alguns goles antes de pousar o mesmo na mesa.
- Talvez o mundo ficasse melhor sem os vampiros. Pense bem, se tivesse cura o suficiente, todos eles poderiam voltar a ser seres humanos. - Olhei nos olhos do rapaz e desviei rapidamente.
Voltei a comer a minha comida, finalizando aos poucos. Olhei para Terry quando ele voltara a falar, prestava atenção em cada palavra, porém soltei um riso e quando via não conseguia parar de rir. Ele? Confesso que ele podia ser um pulguento irritante sim, mas não era pra tanto.
- Desculpe. - Falei aos risos enquanto tentava me recompor. Respirei profundamente e olhei para ele, com um sorriso de deboche. - Mas você é tão... Você!
Arqueei o cenho com um sorriso nos lábios ainda. Não sabia qual palavra a certa para defini-lo, porém deixei de lado e prestei atenção no que ele falara. Como terminara a minha comida e estava satisfeita, deixei o prato de lado, olhando o rosto do rapaz. Abri a boca para dizer algo quando ele estava referindo a mim. Como assim eu era uma bruxa de nariz empinado que curtia matar lobisomens e vampiros? Eu só fazia isso com quem merecia. Arqueei o cenho quando ele falou da parte de transar com bruxos, bom, ele tinha razão, mas eu fazia isso com quem me chamava atenção. Bruxo ou não.
Quando ele terminou de falar fiquei impressionada como a visão de antes e de agora dele sobre a minha pessoa mudaram. Sorri maliciosamente com o que ele dissera e por um momento eu queria agarrá-lo ali mesmo, até pensei nessa possibilidade se não fosse o que ele soltara logo em seguida. Novamente a conversa voltara a Mia Rinaldi, a idiota loirinha. Suspirei e revirei os olhos.
- Já pensou na possibilidade de essa garota ser a fonte de todos os problemas? Claro que Elena Gilbert também é uma, mas ela é vampira agora. - Me levantei e peguei meu prato, caminhando até a pia onde liguei a torneira e comecei a lavar a minha louça. - Eu nada posso fazer. Sou uma bruxa, porém não tenho o dom de mudar o mundo e acredite, eu já pensei nisso.
Suspirei e fechei meus olhos enquanto desligava a torneira. Era claro que eu queria livrar desses monstros, ainda mais que eu acabara de liberar a expressão, porém eu não tinha prática. Passava a bucha no prata e voltei a ligar a torneira enquanto deixava o prato limpo e perfeito como era antes. Olhava a água cair, aos poucos a água ia soltando fumaça. Eu estava tentando novamente usar meus poderes, porém fora em vão. Eu nunca iria dominar a expressão que nem Allegra, suspirei irritada.

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